O óbvio, basta trocar ora bolas.
Essa é uma obviedade que não fica assim tão clara quando se trata de um carro contendo quatro meninas desesperadas (mentira só eu me desesperei, as outras acharam graça).
Na boa gente, tirem o chapéu para a minha falta de capacidade de perceber A TAMANHA DIFERENÇA ao dirigir um carro com pneu furado. Eu até percebi que o veículo estava trepidando, mas como o carro em questão era o que meu pai usa para ir à fazenda, achei normal. Sinal vermelho e parei, parei porque não sou do tipo que avança sinais. Por que essa mulher está olhando pra cá? Porque ela não avançou o carro, a faixa de retenção está tão à frente! Ela quer briga? Vou abrir o vidro e perguntar o que ela perdeu aqui. Sem que eu começasse a expressar minha hostilidade ela diz “seu pneu está furado e fedendo a queimado, não ande mais nem um metro!”. Tudo bem, agradeci e comecei a me sentir uma vaca, normalmente isso acontece quando minha consciência pesa por pensar mal de alguém que só queria ajudar, agora precisava tomar providências.
Encostamos o carro. Meu Deus! Nunca tinha visto um pneu mais furado na vida. Alerta ligado, ops cadê o triângulo? Tudo bem, na auto-escola aprendi que em alguns casos (não me lembro quais) galhos de árvore servem como sinalização. Tinha uma árvore bem do lado, lá vou eu sinalizar a pista. No momento em que eu estava acabando de sinalizar, um carro desrespeitou minha sinalização. Que abuso, pensei. “precisam de ajuda?”. Que gentleman, pensei. Que gato, pensei. Nossa, como pensei. Enquanto eu pensava minha irmã caçula respondeu “Não está tudo bem, meu namorado vem aí, obrigada!”. Foi embora. Tudo bem, meninas comprometidas não podem aceitar ajuda de desconhecidos gatos quando o pneu fura no meio da rua (pelo menos é o que minha consciência diz). Depois dele outros dois se propuseram a ajudar, mas eram feios e não merecem muito enfoque. Quando quiser paquerar vou furar o meu pneu com umas amigas e ficar esperando a ajuda dos bonitões hahahah. Bincadeira, não está mais aqui quem falou.
Opa, o salva pátria chegou! Viva o André! Tão à vontade com aquele artefato que se chama macaco. Aposto que se uma mulher tivesse inventado aqueles desenhos estampados na peça, que “ensinam” a manusear o artefato, certamente as explicações seriam mais detalhadas e certamente as meninas, em suas árduas tentativas, teriam conseguido operar aquele negócio.
Pneu trocado com sucesso. Valeu André, você salvou o dia.
E a vida continua.

2 Comentários
5 Junho, 2009 às 4:17 pm
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, meu Deus não consigo nem falar…. hahahahaha muito engraçado mesmo. Não acreditei que eu consegui rir tanto lendo um post seu amiga. SIMPLESMENTE ADOREI.
Senhor que tipo de gente é a Karla?? me responda pois eu não acredito que existe alguém assim e mais… não acredito que o senhor me presenteou com uma amizade dessas… a vida de alguém nunca mais é a mesma depois de conhecer Karla Nayra.
Mari
9 Junho, 2009 às 9:02 pm
Aaaaaa Karla vc é comédia d+!
Amei o post, lendo ele voltou a minha mente toda a situação confusa e engraçada que passamos, principalmente eu tentando decifrar o que diabos eram aqueles desenhos separados em 3 pequeninos quadrados… pufff quem entende aquele”manual de instruções”
aah adorei!!
Bjs eei tb tenho um blog, vazio e abandonado mas tenho, vai lá pq vou voltar a escrever nele
(detalhe q ele tem apenas uma postagem… disfarça…)
http://www.pensamentosimutaveis.blogspot.com